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PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

  • Tópico criado por: pedro.pavl
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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 12/02/2021 às 21:35
    Autor: pedro.pavl Offline

    A Claro/Net fechou, nesta sexta-feira (12), o acordo para comercializar o pay-per-view do Campeonato Carioca 2021. Maior operadora do país em número de assinantes do país (detém 47% do mercado de 15 milhões de assinantes), a empresa irá vender o pacote mensal por R$ 49,90, um pacote de pagamento único de R$ 129,90 (que pode ser dividido em quatro vezes) e jogos avulsos por R$ 59,90. O serviço será disponibilizado a partir de 24 de fevereiro.

    Os preços confirmados hoje são mais salgados que os da Conmebol TV, serviço que exibe a Libertadores e a Copa Sul-Americana, que tem um pacote mensal de R$ 39,90.

    https://www.uol.com.br/esporte/colunas/gabriel-vaquer/2021/02/12/ppv-do-carioca-fecha-com-claro-e-tera-valor-mensal-maior-que-conmebol-tv.htm

  • ofc1900

    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 12/02/2021 às 22:50
    Autor: ofc1900 Offline

    Tudo isso para ver campeonato estadual? sabendo q os maiores jogos dos times grandes irão passar na Record? Acho q é um ppv nat/morto.

  • rappel

    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 00:14
    Autor: rappel Offline

    Até que R$ 130.00 pelo campeonato todo sendo que pode ser dividido em 4 vezes não seria tão salgado, pra quem gosta de futebol e torce pra algum time carioca da pra pagar tranquilo

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 00:17
    Autor: Spurs1995 Offline

    Em 13/02/2021, rappel escreveu:

    Até que R$ 130.00 pelo campeonato todo sendo que pode ser dividido em 4 vezes não seria tão salgado, pra quem gosta de futebol e torce pra algum time carioca da pra pagar tranquilo


    Eu não concordo... se fosse o campeonato paulista, que os times pequenos são mais competitivos ok, mas o campeonato carioca... sinceramente eu sou carioca e torço pro Fluminense, mas eu não pagaria mesmo.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 00:39
    Autor: pedro.pavl Offline

    Em 12/02/2021, ofc1900 escreveu:

    Tudo isso para ver campeonato estadual? sabendo q os maiores jogos dos times grandes irão passar na Record? Acho q é um ppv nat/morto.


    Tem que ver como vai ser o acordo, 1 ou 2 jogos por rodada na tv aberta?

    Se for 1 jogo por rodada, provavelmente, a maioria dos jogos será do Flamengo, aí torcedores do Vasco, Botafogo e Fluminense vão ter que ir para o PPV

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 07:48
    Autor: bruno1989 Offline

    sao quantas parcelas para quem optar pelo pacote mensal..

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 10:08
    Autor: leosaid Online

    Em 13/02/2021, bruno1989 escreveu:

    sao quantas parcelas para quem optar pelo pacote mensal..


    Teoricamente serão 3 parcelas, já que os campeonatos estaduais serão em março, abril e maio.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 16:12
    Autor: r2reis Offline

    Não pago, mas tem quem pague. Existem outras circunstâncias. Os jogos na Record serão em rede? Onde não tem afiliada o PPV passa a ser a única opção. Se não fecharem pacote de TV fechada.

    Terá jogo passando na Record News?

  • cgslucht

    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 22:38
    Autor: cgslucht Offline

    Um absurdo essa quantidade de PPV. Premiere, por exemplo, pelo valor que cobra e quantidade de canais, deveria ter mais competições...

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 22:39
    Autor: bruno1989 Offline

    Globo ofereceu 50 milhões pelo Ca
    Informação da RÁDIO TUPI e pare e que não agradou aos.blubrs r.Fetj

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 13/02/2021 às 22:40
    Autor: bruno1989 Offline

    A GLOBO SUBIU de.45 0ARA 50 MILHÕES SUA OFERTA

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 14/02/2021 às 08:36
    Autor: anilaa Offline

    Tem gente que torceu contra a Globo, agora o resultado está aí, vai ter que pagar mais caro pra ver os jogos.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 14/02/2021 às 13:07
    Autor: josecr Offline

    Por Rodrigo Capelo

    Jornalista especializado em negócios do esporte

    Entenda a negociação dos direitos de transmissão do Carioca de 2021 - e por que ela importa para o futuro de todo o futebol brasileiro
    Após a rescisão dos contratos vigentes para o estadual, no ano passado, Ferj e clubes apostam em um modelo com plataformas separadas para arrecadar com exibição das partidas
    São Paulo

    12/02/2021 10h25 Atualizado há 21 horas


    Clubes filiados à federação de futebol do Rio de Janeiro, a Ferj, aprovaram na quinta-feira a assinatura de um contrato com a Record para a transmissão do Campeonato Carioca. Pela primeira vez em muito tempo, a competição não será exibida pela Globo.

    Essa negociação tem consequências que vão muito além do futebol carioca. Com uma nova estrutura comercial, o Carioca será uma espécie de laboratório para um novo modelo de venda dos direitos de transmissão, e consequentemente de distribuição do dinheiro.

    Reunião arbitral do Campeonato Carioca de 2021 - Foto: Ivan Paulo/Agência FERJ
    Reunião arbitral do Campeonato Carioca de 2021 - Foto: Ivan Paulo/Agência FERJ

    O contexto
    Até 2020, os direitos de transmissão do Campeonato Carioca "valiam" R$ 120 milhões. Esta era a quantia que a Globo desembolsava para ter a competição em todas as plataformas: televisão aberta, fechada e pay-per-view. Além disso, bloqueava a possível transmissão em streaming.

    Grosseiramente, a distribuição da verba previa R$ 15 milhões anuais para cada um: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Os R$ 60 milhões restantes eram depositados na conta da Ferj, que por sua vez distribuía parte disso para os demais clubes e em premiações.

    Botafogo, Fluminense e Vasco tinham contratos assinados até 2024. O Flamengo, já na administração de Eduardo Bandeira de Mello, optou por fechar somente até 2019. A diretoria rubro-negra acreditava que poderia conseguir um valor maior na negociação seguinte.


    Após a transição para a direção de Rodolfo Landim, a postura rubro-negra se tornou mais ousada. Baseada na ideia de que o pay-per-view estava subdimensionado, no pagamento da Globo, a diretoria pediu várias vezes mais do que recebia até então para fechar. A Globo negou.

    O Flamengo estava acuado pela Lei Pelé, que obriga a "anuência" de mandante e visitante para a transmissão de uma partida, pois todos os adversários tinham vendido seus direitos para a Globo. Houve, então, a Medida Provisória 984/2020. Em aliança com o presidente Jair Bolsonaro, a diretoria conseguiu uma mudança temporária para vender seus direitos no Carioca de 2020 mesmo sem a anuência do visitante.

    No momento em que o Flamengo fez a transmissão de partidas do campeonato estadual, valendo-se da MP 984, a Globo entendeu que seus direitos haviam sido violados, pois detinha os direitos de visitantes. A emissora rescindiu unilateralmente os contratos com a Ferj e demais clubes, dizendo que eles não tinham sido capazes de entregar para ela, a emissora, aquilo que havia sido combinado previamente.

    Para encerrar disputas judiciais com Botafogo, Fluminense e Vasco, a Globo pagou R$ 15 milhões pela rescisão em dezembro. Com a federação não houve acordo, então a questão ainda está aberta.

    A negociação
    Como os contratos que valeriam até 2024 foram rescindidos no meio dessa disputa, a Ferj e os clubes tinham de refazer a venda dos direitos de transmissão de 2021 em diante. Neste ponto, a federação buscou um profissional que trabalhou por mais de duas décadas na própria Globo, Marcelo Campos Pinto, para que ele a auxiliasse na negociação.

    O executivo recebeu da Globo uma primeira proposta para recomprar o estadual. A emissora propunha pagar R$ 13 milhões fixos e 35% da receita líquida sobre o pay-per-view - ou seja, depois de descontados impostos e a parte que fica com as operadoras do sistema. A Ferj negou.


    A segunda oferta da Globo foi de R$ 40 milhões ou 38% brutos do pay-per-view, o que fosse maior. Além disso, os clubes e a federação desistiriam de mover ações judiciais envolvendo os contratos anteriores. A soma das duas coisas ficaria próxima de R$ 45 milhões.

    A Ferj e os clubes, por meio de Campos Pinto, recusaram a segunda proposta e a tomaram como base para avaliar o produto Campeonato Carioca. As entidades entendem que podem conseguir uma quantia igual ou maior do que a ofertada a partir da separação das plataformas.

    A estrutura que preveleceu, então, foi a seguinte. Na televisão aberta, os direitos foram negociados por R$ 11 milhões com a Record. Esta quantia deverá ser dividida pelos clubes. Houve também um acordo para que no ano que vem, em 2022, este valor aumente para R$ 15 milhões. Pois até lá a emissora terá tempo para encontrar mais anunciantes no mercado.

    A federação e os clubes ficaram com os demais direitos. Eles montarão um sistema de pay-per-view em parceria com as operadoras - Claro, Vivo e Sky -, segundo o qual ficarão com 53% das assinaturas.

    Quanto essa parcela, do pay-per-view, pode proporcionar às associações? O valor é incerto, mas os responsáveis estimam R$ 30 milhões. As operadoras, que detêm dados dos consumidores do Premiere, vão procurá-los para que assistam ao Carioca.

    Existem algumas linhas de arrecadação complementares. A federação fará a transmissão das partidas em streaming, simultânea à televisão aberta, e nela poderá exibir as marcas de até três patrocinadores: um comprador dos naming rights, o direito de nomear a competição, e dois anunciantes de infográficos de tela. Somando com direitos internacionais e para o segmento de apostas, a expectativa é arrecadar R$ 20 milhões.

    Essas receitas serão divididas com critérios diferentes. Na televisão aberta, os quatro grandes deverão ter cotas iguais. No pay-per-view, os clubes receberão de acordo com a base de assinantes. Flamengo muito mais, provavelmente, e Botafogo e Fluminense muito menos.


    Ressalta-se, ainda, que a arrecadação ainda precisa bancar a produção do conteúdo. A imagem a ser transmitida pela Record, pelo streaming e pelo pay-per-view será gerada pelas entidades - assim como fazem a Fifa e a Uefa, por exemplo, com Copa do Mundo e Liga dos Campeões. No modelo anterior, esse custo ficava com a Globo.

    A esta altura, cabe uma reflexão: o novo modelo determinará o preço do espetáculo. O valor-base anterior, de R$ 120 milhões na soma de todos os clubes e federação, não parece fazer sentido. Em partes pelo contexto imposto pela pandemia do coronavírus, também pela decadência dos campeonatos estaduais. Fato é que, na combinação dos valores de cada plataforma, o mercado ditará quanto vale o "novo" Carioca.

    + Como as ligas europeias negociam direitos de transmissão e distribuem verba entre clubes? Compare com o futebol brasileiro

    O futuro
    No quadro mais abrangente, que interessa a todo o futebol brasileiro, o Campeonato Carioca corresponde ao experimento que determinará como será a estrutura dos direitos de transmissão no país.

    O modelo atual se baseou todas essas décadas em exclusividade. A Globo gasta e gastou muito dinheiro para ter o domínio de todas as plataformas, pois a partir delas teve como rentabilizar o produto a partir de anunciantes e assinaturas. A companhia era, também, a única com porte para transmitir tudo: na Globo gratuita, no SporTV e no Premiere.

    Era graças a essa estrutura comercial que a emissora conseguia pagar R$ 120 milhões por um campeonato estadual, como o do Rio de Janeiro, que até então foi transmitido para o próprio estado e também para boa parte do país - de Minas Gerais para cima, inclusive parte do Nordeste.

    A fim de arrecadar mais com o pay-per-view, ao tirar a Globo da intermediação e trabalhar diretamente com as operadoras, os clubes assumiram o risco em relação às outras plataformas. A proposta da Record é muito menor. Em contrapartida, ela não amarra a venda.


    O que acontecerá caso o pay-per-view do Campeonato Carioca bata a expectativa dos R$ 30 milhões arrecadados? Brilharão os olhos de dirigentes em relação à próxima negociação, a mais difícil, e a mais importante, que trata do Campeonato Brasileiro a partir de 2025.

    Esta conta não será fácil de fechar. Preços ainda não foram definidos, mas devem ficar próximos de R$ 49,90 por mês. Menos do que os R$ 89,90 que a Globo costumava cobrar no Premiere, porém apenas pelo Campeonato Carioca, não por todas as competições. Muito mais do que Netflix, Amazon Prime e similares cobram em outros entretenimentos.

    Quantos assinantes serão necessários para cumprir as projeções financeiras? 500 mil assinantes, a R$ 49,90 cada um por mês, numa competição que durará dois meses, podem proporcionar um faturamento de R$ 50 milhões. Mas lembre-se que federação e clubes ficarão com a metade disso, pois outras partes precisam pagar impostos e remunerar as operadoras. Não são números tranquilos de alcançar.

    E o que acontecerá caso o pay-per-view do Carioca seja um fracasso? Pontos de interrogação serão colocados sobre as ambições de um grupo de dirigentes. Dificilmente haverá como retroceder aos valores praticados antes da pandemia, como o estadual em questão deixou claro. Nem tampouco haverá clareza do caminho a seguir nos direitos que importam: os do Campeonato Brasileiro. Tudo está em jogo.

  • aapc01

    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 14/02/2021 às 17:27
    Autor: aapc01 Offline

    Em 14/02/2021, josecr escreveu:

    Por Rodrigo Capelo

    Jornalista especializado em negócios do esporte

    Entenda a negociação dos direitos de transmissão do Carioca de 2021 - e por que ela importa para o futuro de todo o futebol brasileiro
    Após a rescisão dos contratos vigentes para o estadual, no ano passado, Ferj e clubes apostam em um modelo com plataformas separadas para arrecadar com exibição das partidas
    São Paulo

    12/02/2021 10h25 Atualizado há 21 horas


    Clubes filiados à federação de futebol do Rio de Janeiro, a Ferj, aprovaram na quinta-feira a assinatura de um contrato com a Record para a transmissão do Campeonato Carioca. Pela primeira vez em muito tempo, a competição não será exibida pela Globo.

    Essa negociação tem consequências que vão muito além do futebol carioca. Com uma nova estrutura comercial, o Carioca será uma espécie de laboratório para um novo modelo de venda dos direitos de transmissão, e consequentemente de distribuição do dinheiro.

    Reunião arbitral do Campeonato Carioca de 2021 - Foto: Ivan Paulo/Agência FERJ
    Reunião arbitral do Campeonato Carioca de 2021 - Foto: Ivan Paulo/Agência FERJ

    O contexto
    Até 2020, os direitos de transmissão do Campeonato Carioca "valiam" R$ 120 milhões. Esta era a quantia que a Globo desembolsava para ter a competição em todas as plataformas: televisão aberta, fechada e pay-per-view. Além disso, bloqueava a possível transmissão em streaming.

    Grosseiramente, a distribuição da verba previa R$ 15 milhões anuais para cada um: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Os R$ 60 milhões restantes eram depositados na conta da Ferj, que por sua vez distribuía parte disso para os demais clubes e em premiações.

    Botafogo, Fluminense e Vasco tinham contratos assinados até 2024. O Flamengo, já na administração de Eduardo Bandeira de Mello, optou por fechar somente até 2019. A diretoria rubro-negra acreditava que poderia conseguir um valor maior na negociação seguinte.


    Após a transição para a direção de Rodolfo Landim, a postura rubro-negra se tornou mais ousada. Baseada na ideia de que o pay-per-view estava subdimensionado, no pagamento da Globo, a diretoria pediu várias vezes mais do que recebia até então para fechar. A Globo negou.

    O Flamengo estava acuado pela Lei Pelé, que obriga a "anuência" de mandante e visitante para a transmissão de uma partida, pois todos os adversários tinham vendido seus direitos para a Globo. Houve, então, a Medida Provisória 984/2020. Em aliança com o presidente Jair Bolsonaro, a diretoria conseguiu uma mudança temporária para vender seus direitos no Carioca de 2020 mesmo sem a anuência do visitante.

    No momento em que o Flamengo fez a transmissão de partidas do campeonato estadual, valendo-se da MP 984, a Globo entendeu que seus direitos haviam sido violados, pois detinha os direitos de visitantes. A emissora rescindiu unilateralmente os contratos com a Ferj e demais clubes, dizendo que eles não tinham sido capazes de entregar para ela, a emissora, aquilo que havia sido combinado previamente.

    Para encerrar disputas judiciais com Botafogo, Fluminense e Vasco, a Globo pagou R$ 15 milhões pela rescisão em dezembro. Com a federação não houve acordo, então a questão ainda está aberta.

    A negociação
    Como os contratos que valeriam até 2024 foram rescindidos no meio dessa disputa, a Ferj e os clubes tinham de refazer a venda dos direitos de transmissão de 2021 em diante. Neste ponto, a federação buscou um profissional que trabalhou por mais de duas décadas na própria Globo, Marcelo Campos Pinto, para que ele a auxiliasse na negociação.

    O executivo recebeu da Globo uma primeira proposta para recomprar o estadual. A emissora propunha pagar R$ 13 milhões fixos e 35% da receita líquida sobre o pay-per-view - ou seja, depois de descontados impostos e a parte que fica com as operadoras do sistema. A Ferj negou.


    A segunda oferta da Globo foi de R$ 40 milhões ou 38% brutos do pay-per-view, o que fosse maior. Além disso, os clubes e a federação desistiriam de mover ações judiciais envolvendo os contratos anteriores. A soma das duas coisas ficaria próxima de R$ 45 milhões.

    A Ferj e os clubes, por meio de Campos Pinto, recusaram a segunda proposta e a tomaram como base para avaliar o produto Campeonato Carioca. As entidades entendem que podem conseguir uma quantia igual ou maior do que a ofertada a partir da separação das plataformas.

    A estrutura que preveleceu, então, foi a seguinte. Na televisão aberta, os direitos foram negociados por R$ 11 milhões com a Record. Esta quantia deverá ser dividida pelos clubes. Houve também um acordo para que no ano que vem, em 2022, este valor aumente para R$ 15 milhões. Pois até lá a emissora terá tempo para encontrar mais anunciantes no mercado.

    A federação e os clubes ficaram com os demais direitos. Eles montarão um sistema de pay-per-view em parceria com as operadoras - Claro, Vivo e Sky -, segundo o qual ficarão com 53% das assinaturas.

    Quanto essa parcela, do pay-per-view, pode proporcionar às associações? O valor é incerto, mas os responsáveis estimam R$ 30 milhões. As operadoras, que detêm dados dos consumidores do Premiere, vão procurá-los para que assistam ao Carioca.

    Existem algumas linhas de arrecadação complementares. A federação fará a transmissão das partidas em streaming, simultânea à televisão aberta, e nela poderá exibir as marcas de até três patrocinadores: um comprador dos naming rights, o direito de nomear a competição, e dois anunciantes de infográficos de tela. Somando com direitos internacionais e para o segmento de apostas, a expectativa é arrecadar R$ 20 milhões.

    Essas receitas serão divididas com critérios diferentes. Na televisão aberta, os quatro grandes deverão ter cotas iguais. No pay-per-view, os clubes receberão de acordo com a base de assinantes. Flamengo muito mais, provavelmente, e Botafogo e Fluminense muito menos.


    Ressalta-se, ainda, que a arrecadação ainda precisa bancar a produção do conteúdo. A imagem a ser transmitida pela Record, pelo streaming e pelo pay-per-view será gerada pelas entidades - assim como fazem a Fifa e a Uefa, por exemplo, com Copa do Mundo e Liga dos Campeões. No modelo anterior, esse custo ficava com a Globo.

    A esta altura, cabe uma reflexão: o novo modelo determinará o preço do espetáculo. O valor-base anterior, de R$ 120 milhões na soma de todos os clubes e federação, não parece fazer sentido. Em partes pelo contexto imposto pela pandemia do coronavírus, também pela decadência dos campeonatos estaduais. Fato é que, na combinação dos valores de cada plataforma, o mercado ditará quanto vale o "novo" Carioca.

    + Como as ligas europeias negociam direitos de transmissão e distribuem verba entre clubes? Compare com o futebol brasileiro

    O futuro
    No quadro mais abrangente, que interessa a todo o futebol brasileiro, o Campeonato Carioca corresponde ao experimento que determinará como será a estrutura dos direitos de transmissão no país.

    O modelo atual se baseou todas essas décadas em exclusividade. A Globo gasta e gastou muito dinheiro para ter o domínio de todas as plataformas, pois a partir delas teve como rentabilizar o produto a partir de anunciantes e assinaturas. A companhia era, também, a única com porte para transmitir tudo: na Globo gratuita, no SporTV e no Premiere.

    Era graças a essa estrutura comercial que a emissora conseguia pagar R$ 120 milhões por um campeonato estadual, como o do Rio de Janeiro, que até então foi transmitido para o próprio estado e também para boa parte do país - de Minas Gerais para cima, inclusive parte do Nordeste.

    A fim de arrecadar mais com o pay-per-view, ao tirar a Globo da intermediação e trabalhar diretamente com as operadoras, os clubes assumiram o risco em relação às outras plataformas. A proposta da Record é muito menor. Em contrapartida, ela não amarra a venda.


    O que acontecerá caso o pay-per-view do Campeonato Carioca bata a expectativa dos R$ 30 milhões arrecadados? Brilharão os olhos de dirigentes em relação à próxima negociação, a mais difícil, e a mais importante, que trata do Campeonato Brasileiro a partir de 2025.

    Esta conta não será fácil de fechar. Preços ainda não foram definidos, mas devem ficar próximos de R$ 49,90 por mês. Menos do que os R$ 89,90 que a Globo costumava cobrar no Premiere, porém apenas pelo Campeonato Carioca, não por todas as competições. Muito mais do que Netflix, Amazon Prime e similares cobram em outros entretenimentos.

    Quantos assinantes serão necessários para cumprir as projeções financeiras? 500 mil assinantes, a R$ 49,90 cada um por mês, numa competição que durará dois meses, podem proporcionar um faturamento de R$ 50 milhões. Mas lembre-se que federação e clubes ficarão com a metade disso, pois outras partes precisam pagar impostos e remunerar as operadoras. Não são números tranquilos de alcançar.

    E o que acontecerá caso o pay-per-view do Carioca seja um fracasso? Pontos de interrogação serão colocados sobre as ambições de um grupo de dirigentes. Dificilmente haverá como retroceder aos valores praticados antes da pandemia, como o estadual em questão deixou claro. Nem tampouco haverá clareza do caminho a seguir nos direitos que importam: os do Campeonato Brasileiro. Tudo está em jogo.


    enfim um texto explicativo.

    mas aconteceu o que todos queriam... acabou o monopólio, ao menos nesse torneio.

    agora tem tv aberta e ppv, assim ninguém pode reclamar que tudo de errado no futebol brasileiro era culpa da globo, que pagava caro, mais que valia, elevava a marca dos clubes e esse dinheiro engordava a caixa de vários, menos dos clubes

    agora os clubes estão deixando de serem adolescentes e vão se preocupar em ganhar dinheiro, com isso irão se preocupar com vendas do ppv, em incentivar o torcedor a pagar por um time que foi rebaixado ou não, que... um monte de coisa que "a globo" era culpada... não é?

    acho que a globo estava oferecendo demais, já que ela já tem toda a estrutura para arrecadar bastante mas ficou livre de mais um torneio que tirava fluxo de caixa.

    torneios regionais tem que acabar, por culpa dos clubes, única e exclusivamente

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 15/02/2021 às 11:01
    Autor: josecr Offline

    Se consigurem mais de 5milhões de assinantes a 50,00 começaram a ter lucro, senão não.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 15/02/2021 às 15:09
    Autor: lobowas Offline

    Posso estar muito enganado, mas aposto todas as minhas fichas, que esse ppv vai ser um fracasso. Jogos pouco interessantes, e um valor salgado. Acho que só masoquista, ou que está rasgando dinheiro, vai assinar.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 15/02/2021 às 15:30
    Autor: JoaoMB Offline

    Toda essa revolução que está acontecendo com as transmissões de futebol foi provocada pela própria Globo ao pedir a quebra de contrato da Libertadores junto a Conmebol. A Globo achou que não haveria vida sem ela e se deu muito mal. Acabou foi abrindo a porteira.

    A conmebol criou o PPV da Libertadores e Sul americana, e mostrou aos clubes que é possível fazer fora da Globo. (É possível, não sabemos ainda se será viável economicamente),

    Com isso, surgiu o PPV da Copa do Nordeste, do Campeonato Carioca, e certamente outros virão por ai.

    E as duas maiores operadoras do país (Claro e SKY) foram muito inteligentes ao abrir espaço para esses novos modelos de PPV, pois assim continuam transmitindo os campeonatos e mantendo sua base de clientes.

    Ou seja, a Globo perdeu a Libertadores, a Sulamericana, o Carioca, mas Claro e SKY não perderam esses campeonatos para o streaming.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 15/02/2021 às 15:55
    Autor: RockyRFN Offline

    Em 15/02/2021, JoaoMB escreveu:

    Toda essa revolução que está acontecendo com as transmissões de futebol foi provocada pela própria Globo ao pedir a quebra de contrato da Libertadores junto a Conmebol. A Globo achou que não haveria vida sem ela e se deu muito mal. Acabou foi abrindo a porteira.

    A conmebol criou o PPV da Libertadores e Sul americana, e mostrou aos clubes que é possível fazer fora da Globo. (É possível, não sabemos ainda se será viável economicamente),

    Com isso, surgiu o PPV da Copa do Nordeste, do Campeonato Carioca, e certamente outros virão por ai.

    E as duas maiores operadoras do país (Claro e SKY) foram muito inteligentes ao abrir espaço para esses novos modelos de PPV, pois assim continuam transmitindo os campeonatos e mantendo sua base de clientes.

    Ou seja, a Globo perdeu a Libertadores, a Sulamericana, o Carioca, mas Claro e SKY não perderam esses campeonatos para o streaming.


    Sim, passar na TV (mesmo em pay per view) é melhor do que streaming.

    Mas o passado vai sempre deixar saudade: 100% da Libertadores/Sul-Americana em Sportv ou Fox Sports, Campeonato Carioca aberto para quem assinava pelo menos 1 estadual no Premiere, etc. Quem viveu, lembra como foi bom para o nosso bolso.

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    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 15/02/2021 às 16:37
    Autor: JoaoMB Offline

    Em 15/02/2021, RockyRFN escreveu:

    Em 15/02/2021, JoaoMB escreveu:

    Toda essa revolução que está acontecendo com as transmissões de futebol foi provocada pela própria Globo ao pedir a quebra de contrato da Libertadores junto a Conmebol. A Globo achou que não haveria vida sem ela e se deu muito mal. Acabou foi abrindo a porteira.

    A conmebol criou o PPV da Libertadores e Sul americana, e mostrou aos clubes que é possível fazer fora da Globo. (É possível, não sabemos ainda se será viável economicamente),

    Com isso, surgiu o PPV da Copa do Nordeste, do Campeonato Carioca, e certamente outros virão por ai.

    E as duas maiores operadoras do país (Claro e SKY) foram muito inteligentes ao abrir espaço para esses novos modelos de PPV, pois assim continuam transmitindo os campeonatos e mantendo sua base de clientes.

    Ou seja, a Globo perdeu a Libertadores, a Sulamericana, o Carioca, mas Claro e SKY não perderam esses campeonatos para o streaming.


    Sim, passar na TV (mesmo em pay per view) é melhor do que streaming.

    Mas o passado vai sempre deixar saudade: 100% da Libertadores/Sul-Americana em Sportv ou Fox Sports, Campeonato Carioca aberto para quem assinava pelo menos 1 estadual no Premiere, etc. Quem viveu, lembra como foi bom para o nosso bolso.


    Quanto a isso não tenha dúvida. Vamos ter que ser muito mais seletivos na hora das compras. Só comprar aquilo que realmente fazemos questão de assistir. Para mim, comprar um campeonato carioca ou uma copa do nordeste, está totalmente fora de cogitação. Mas para quem mora nessas regiões pode se interessar pelos eventos. A partir de agora teremos uma prateleira cheia de produtos e vamos comprar apenas o que nos interessa.

  • ofc1900

    PPV Carioca: valor mensal maior que Conmebol TV

    Operadora
    Postado em: 15/02/2021 às 17:13
    Autor: ofc1900 Offline

    Aproveitando o assunto para não criar outro tópico, a TVE da Bahia ficou com o Baiano na tv aberta.

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