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Shoptime e Shoptour: A TV vira instrumento de vendas

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Com apenas cinco anos de existência, a TV por Assinatura brasileira crescia em ritmo acelerado, diversificando-se cada vez mais. Não bastavam apenas canais de filmes, desenhos, notícias e documentários: a tecnologia já permitia muito mais. Pensando nisso, em 1995 a Globosat decidiu ousar com o lançamento do Shoptime, primeiro canal de compras da televisão brasileira, transmitido através da NET, SKY e em sinal aberto via antenas parabólicas. O novo canal surgiu através de uma sociedade entre as Organizações Globo (45%); o Grupo Garantia (27,5%) e o empresário Antônio Dias Leite (27,5%). A idéia era criar um canal semelhante ao Homeshopping Network, potência de vendas a distância nos Estados Unidos.

Shoptime

O principal desafio do Shoptime era vender produtos sem que a sua programação se tornasse entediante. Para isso, o canal apostou na naturalidade dos seus apresentadores, dando a eles total liberdade para interagir com o público enquanto demonstravam os produtos. Entre os profissionais que ajudaram a construir a história do canal, estão o ator Rodolfo Bottino, que comandou por alguns anos o programa de culinária "TVUD Gourmet"; Carlos Takeshi, apresentador de produtos de informática; Ciro Bottini (foto), demonstrador de produtos eletrônicos; e a apresentadora Viviane Romanelli, que comandou o programa de utilidades domésticas "TVUD" de 1995 até 2004, quando assinou contrato com a TV Bandeirantes para apresentar o feminino "Dia Dia".

Ciro Bottini

Ao longo da sua historia, o Shoptime sempre se mostrou inovador: o canal foi um dos primeiros da TV paga brasileira a apostar em programação ao vivo e, durante anos, foi um dos que mais produziram nesse estilo, ficando atrás apenas das redes de notícias. Anos após o seu lançamento, o Shoptime inovaria também ao ser o primeiro canal de televisão a processar vendas em cartão de crédito através da própria televisão, utilizando os serviços de TV Interativa da operadora SKY. Paralelamente ao canal, a Globosat lançou também um site exclusivo na Internet (www.shoptime.com), que passou a servir como uma alternativa para a comercialização de produtos. Inovações como essas contribuíram para o sucesso do canal que, em 2004, ultrapassou a marca de 2.000 produtos vendidos por dia. Um faturamento bruto de R$ 187 milhões, sendo que 50% dessa receita foi proveniente do canal de internet.

O Shoptime permaneceu sob o controle da Globo Comunicações e Participações até agosto de 2005, quando 99,36% do canal de homeshopping e do website foram adquiridos pelas Lojas Americanas. Na época, o valor da negociação foi de aproximadamente R$ 126 milhões.

Galebe

À mesma época do lançamento do Shoptime, outro importante canal de vendas estreava na TV. Era o Shoptour, iniciativa do publicitário Luiz Antonio Cury Galebe (foto). O Shoptour surgiu em 1986 como um programa de apenas 10 minutos diários, veiculado em espaços comprados em emissoras como a Record, TV Gazeta, Rede Manchete e BAND. Com o tempo, a iniciativa foi ganhando espaço e prestígio, até que, em meados da década de 90, o Shoptour tornou-se um canal independente, com 24 horas de programação diária, transmitido através do canal 46 UHF para a cidade de São Paulo; via satélite; e distribuído também por algumas operadoras ligadas à NET, TVA e empresas independentes de TV paga. Ao contrário do Shoptime, o canal Shoptour não realiza venda direta para os telespectadores. Ele funciona como uma vitrine virtual, fazendo publicidade de lojas e empresas parceiras. O canal conta com aproximadamente 10 apresentadores fixos e cerca de 20 equipes de gravação externa, que visitam os anunciantes parceiros para mostrar as principais ofertas da semana.

Mas, embora tendo a mesma "idade" do Shoptime, o Shoptour não ganhou tanta notoriedade na mídia. Embora o canal tenha sido oferecido gratuitamente para as empresas de TV por assinatura, ele enfrentou algumas dificuldades para entrar no line-up (grade de programação) de grandes operadoras. Alguns anos após o lançamento do seu canal 24 horas, Luiz Antônio Galebe apostava em um projeto de lei criado pelo então Deputado José Carlos Martinez (PTB/PR) que alteraria a Lei do Cabo, obrigando as operadoras de cabo a abrir espaço para os canais básicos e gratuitos. Para a frustração de Galebe, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Economia da Câmara dos Deputados na época.

Logomarcas Shoptime


PRÓXIMO CAPÍTULO:
Globosat traz o USA Network para o Brasil.

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  • Avatar rodrigomarciosilva31 Concordo com o henrique1605: a B2W consegiui acabar com tudo o que prestava. Exemplo maior: site submarino! Virou um lixo virtual!
  • henrique1605 henrique1605 Além do Submarino, essa foi a outra coisa que a B2W destruiu... Quando perguntam o motivo de escolher publicidade como profissão, sempre brinco que fui criado assistindo Shoptime. Em parte, é verdade. Depois que botaram Net aqui, em 1996, dividia o tempo entre Cartoon Network, WBTV e Shoptime. Até escrevia e-mail para eles. Haha, que saudade. O canal era muito bom na época. Hoje é um lixo total.
  • martns martns muito bom

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