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Downton Abbey e a estreia do segmento Zero Estrelas

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Como não podia deixar de ser, mais cedo ou mais tarde a gente iria falar - também - daquilo que não caiu nas nossas preferências: para a primeira edição Zero Estrelas do fora de eixo, que tal irmos de Downton Abbey?

Realmente não acho que a série seja ruim, mas esses dias, assistindo a primeira temporada de Deadwood veio o click. Para mim, aquela história da decadência aristocrática britânica e criadagem conspiradora é tão chata quanto a exploração de ouro, a prostituição e as vidas no velho oeste americano são insuportáveis para a minha mulher.

Como reconstituição de uma época e dos hábitos, a série é bem cuidada e, se não chega a ser um primor, não é por falta de boa vontade da produção, aparentemente.

Mas para brasileiros é impossível assistir aquela trama e não pensar em novelas nacionais, sejam elas as superproduções de época da Globo ou as tentativas, bem intencionadas ao menos, da Record e do SBT.

As voltas do enredo, a dramaticidade excessiva e as batatas na boca - ah, as batatas que insistem em enfiar na boca dos atores ingleses que fazem personagens de época - tudo contribui para criar um programa daquele tipo que te tortura na frente da TV.

Se em Deadwood a história é lenta, arrastada, ao menos nos dois primeiros episódios as coisas acontecem; no caso de Downton Abbey, o que acontece é tão marginal que, me desculpem os fãs da série, é mais empolgante ver a vida dos seus vizinhos chineses no Brás.

Algum tempo atrás, um texto na Folha perguntava por que nenhum canal pago do Brasil ainda havia comprado os direitos de exibição. Eu, pela descrição de série de época, início do século, chegando na primeira grande guerra - admito - fiquei seduzido e fui atrás.

Se tivesse me dado ao trabalho de ler a opinião do Marcelo Rubens Paiva no Estadão naquela mesma semana teria economizado um bom tempo.

"Com muita futrica e casamento. É série de menina."

Mas quem resumiu tudo em uma frase simples limitada a seus 140 caracteres foi o @demonbaby, um ilustrador que trabalha, entre outros, para o Nine Inch Nails:

Just finished watching season one of Downton Abbey with my girlfriend and now I have a vagina.

E, por favor moças, não se sintam ofendidas. Caso vocês sejam fãs dessa série, podem escrever suas opinões abaixo.

Agora, se aparecer uma mulher fã de Deadwood ou um homem fã de Downton Abbey aqui nos comentários, aí sim eu adoraria de ouvir a opinião de vocês.

Boas séries e até.

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  • gotardi gotardi É possível mesmo que a série tenha sido feita para ser acompanhada como uma novela, entendo isso... Mas essa coisa de pensar que nao foi feita pra ser vista fora da Inglaterra... Disso eu discordo. Em um mundo todo conectado com plateias globalizadas - para usar um clichê básico - o limite das séries não são as fronteiras. E, se existem mesmo trezentos filmes sobre o Vietnã, é porque o tema rende e tem que ser discutido e não esquecido, embora eu tivesse mesmo me referindo, obviamente, à 1a. Guerra Mundial. Mas essa é a graça das opiniões: cada um com a sua, não? Abs.
  • Avatar vieirapv A série não foi feita pra você, nem pra mim, nem pra ninguém do Brasil. A série foi feita pra inglês, nos moldes de uma (sim) novela brasileira, ver. Por que você gostaria mais de ver trezentos filmes que falam repetitivamente sobre a guerra do Vietnã, por exemplo, do que algo original, pouco analisado no Brasil e com uma produção bem-cuidada? Pra quem quiser ler um texto a favor da série, escrito por uma revista (!) inglesa, comparando-a a outra aparentemente muito bem-sucedida também, "Upstairs Downstairs", segue link: http://www.economist.com/node/21548282

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